Pessoas que falam mal de outras pessoas



Na vida existem coisas que me irritam, coisas essas que, por norma, são protagonizadas por pessoas. Apesar de existir um consenso social de que o respeito pela vida humana deve ocupar lugar entre os nossos valores morais, considero que indivíduos responsáveis por atitudes hediondas deviam falecer.

Pode parecer algo duro e insensível de se dizer, mas se já se cruzaram com pessoas que não sabem usar os piscas, que escrevem há sem h ou que acreditam em signos, certamente que sabem o quão frustrante é imaginar a vida longa que poderão ter.
Não me interpretem mal na questão dos signos, não sou intolerante com quem acredita em coisas diferentes daquelas em que eu acredito. Mas signos? Quão ignorante é preciso ser para se achar que sair do útero da mãe às 23h59 de 20 de junho ou às 00h01 de 21 de junho é a diferença entre ser-se um egocêntrico de merda ou uma pessoa capaz de encher uma piscina com lágrimas a ver A Culpa é das Estrelas?

É na busca de refletir sobre estas questões que, ao longo das próximas semanas, este blogue será um espaço onde dissecarei algumas das atitudes que me fazem ter vontade de serrar os pulsos com uma serra elétrica, prometendo que não existirá qualquer tipo de imparcialidade no processo.

Mas permitam-me que me apresente: o meu nome é Paups, sou do Porto e sou estudante de Novas Tecnologias da Comunicação, na Universidade de Aveiro. Estou neste curso porque para além de gostar, obviamente, de tecnologia e de comunicação, gosto das possibilidades infindáveis que a dimensão digital do nosso mundo e da nossa sociedade nos dá.
No âmbito da Unidade Curricular de Laboratório Multimédia 5, os professores desafiaram-nos a viajar 10 anos atrás no tempo e a criar um blogue para mostrarmos que ainda sabemos escrever português e que não falamos apenas em HTML ou emojis.
Foi pedido que criássemos um projeto onde apresentássemos ao longo do tempo as nossas opiniões pessoais sobre algo e, inspirado pela frase que tenho repetido ultimamente, "estas pessoas deviam morrer", decidi que o meu foco seria abordar algumas atitudes sem sentido que são comuns e habituais na nossa sociedade.

A base dos textos, que aqui serão publicados todas as quintas, será o humor, com destaque para a ironia. No meu quotidiano gosto de recorrer à ironia para criar situações divertidas e confusas entre aqueles que me rodeiam. Este gosto pela ironia e, na generalidade, o que aqui será escrito, tem como inspiração o trabalho de figuras como Bruno Nogueira, Ricardo Araújo Pereira, Jovem Conservador de Direita, Por Falar Noutra Coisa, entre outros.

Para os fãs de cancel culture o aviso: não desejo efetivamente a morte de ninguém. Aliás, a própria atitude de criticar os outros é bastante questionável: "quando apontas um dedo a alguém, tens quatro apontados a ti".
Vivemos numa sociedade onde muitos têm a mania de criticar quem os rodeia sem conseguir perceber primeiro que muitas das más consequências que têm na vida são fruto das suas próprias atitudes e defeitos. Não é o meu caso.

A verdade é que, numa altura em que se discutem opiniões como factos, por vezes é importante alertar para os erros de raciocínio que são cometidos. Nem sempre a sociedade faz tudo bem, é comum que alguns erros se tornem quase parte da nossa cultura porque é mais fácil imitar o outro do que refletir sobre a verdadeira lógica de algumas necessidades básicas do nosso dia a dia.
Em algumas questões a resposta não é óbvia, não sabemos o que causou o big bang nem se existe vida após a morte, mas existem coisas sobre as quais temos certezas, como saber que o quadrado de 4 é 16, que se virarmos o pacote de leite ao contrário ele não salpica e que o José Figueiras não teve nada a ver com o 11 de setembro.

O objetivo de tudo isto será mesmo uma reflexão comum. Aqueles que serão alvo dos textos que aqui serão escritos, terão uma oportunidade de aprender que existem outras formas de se ver o mundo ou de se fazer as coisas. Aqueles que, tal como eu, são ícones de perfeição, poderão rir e divertir-se com as situações que aqui serão descritas. Já eu, certamente aprenderei a correr mais rápido e a esconder-me daqueles que me perseguirem na rua.

Começo este caminho com a certeza de que não estou certo, mas refletirei sobre os crimes cometidos pelo cidadão comum com a certeza de que não ficarei sozinho nesta batalha contra a ignorância e a imperspicácia.

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